Não há palavras para isto! Sinto-me revoltado e concerteza que outros verdadeiros Estrelistas também, principalmente os que assistiram à conquista do maior troféu na história do clube, a Taça de Portugal em 1990 no Estádio do Jamor frente ao Farense.Noticia vinda a público no dia de ontem na imprensa desportiva, dá conta de algo que poucos ou quase niguém sabia, a Taça de Portugal já não mora (para já) no Estádio José Gomes. Perguntam, mas então porquê? Assaltaram as instalações do clube? Ganhou pernas e foi dar uma voltinha pela cidade para conhecer os espaços que o sr.Joaquim Raposo (presidente da Câmara da Amadora) diz haver em grande número para a práctica desportiva (?), principalmente futebol? Não meus amigos nada disso. A Taça foi penhorada por uma dívida de 77 mil euros ao antigo avançado do Estrela, o ganês Moses.
O melhor disto é que a Taça não foi penhora nem ontem, nem na semana passada, mas sim à coisa de 4 meses. Em causa desta penhora, estão vencimentos em atraso a Moses, avançado que representou o Est.Amadora entre 2006 e 2008. O ganês acabou por rescindir o contrato por mútuo acordo que o ligava ao clube, por pouca utilização do técnico Daúto Faquirá na altura, e rumou a outras paragens, mais concretamente ao Chipre, para jogar no Limassol. O clube ficou, então, de pagar-lhe 17 mil euros até 30 de Janeiro de 2008, o que não se verificou.
O caso seguiu então para tribunal. Mas a situação agrava-se. É que na rescisão de Moses consta uma cláusula penal que dita que, em caso de incumprimento, a dívida acresce 60 mil euros (acordo deveras penoso mas o clube acedeu, realmente foi pessoas muito inteligentes que geriram este caso e defenderam os interesses do clube acima de tudo, isto é um exemplo de como o clube chegou onde chegou). Sendo assim as contas são fáceis de fazer, o Estrela deve 77 mil euros a Moses.
Em Março o advogado de Moses entrou várias vezes em contacto com o nosso clube para discutir o problema. Sem que algo sucedesse, o referido advogado apresentou-se em Março nas instalações do clube acompanhado de dois licitadores de execução. Juntos formalizaram penhoras (sem remoção) sobre alguns bens existentes nos gabinetes (plasmas, computadores e outro material de escritório) mas não conseguiram penhoras no total da dívida. Como mais nada havia para obrigar o clube a pagar a Moses o que lhe deve, o advogado levou a tão acarinhada réplica da Taça de Portugal.
O advogado atrás falado é de seu nome Luís Cassiano Neves. O mesmo confirmou a dívida e a triste história. Diz ter sido uma tentativa desesperada para garantir o que ainda é devido ao seu cliente. Diz ainda que a Taça de Portugal do Estrela não está perdida (também era só mais o que faltava para juntar a esta desgraça toda) mas sim entregue a um fiel depositário, que cuida do seu bom estado, pessoa que deixa no anonimato. Garante ainda que a mesma será devolvida quando os 77 mil euros em dívida entrarem na conta de Moses.





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